CURTINDO O LIVRO
“POETAS DE
PIJAMA”: BREVE COMENTÁRIO
Parte 1:
Capa e Cartuns
Eu adquiri o livro tema deste post
na 40ª Feira do Livro do Rio Grande/RS com grande expectativa, pois alguns
trabalhos literários de alguns colegas de escrita noturna eu já conheço e
aprecio, bem como desejava conhecer outros de quem ouvi falar.
Além disso, sei que na nossa
terrinha tem muito talento escondido, que não é divulgado ou objeto de
comentários porque aqui pouco se fala sobre os artistas da terra (com algumas
exceções, claro) e um dos meus objetivos neste blog é (dentro dos limites do
tempo dedicado as minhas outras atividades) tentar divulgar um pouco da cultura
riograndina pelo ‘mundo’ afora.
Aqui pretendo comentar os autores
com que mais me identifiquei. No entanto, já deixo registrado que todos os
autores e cartunistas, e/ou desenhistas, que participaram do projeto estão de
parabéns, visto que se não tivessem talento os organizadores do livro não
teriam escolhido os mesmos para estarem nesta Antologia riograndina que,
acredito, foi uma das mais bem sucedidas dos últimos tempos, talvez a mais,
pelo fato de abraçar tantos estilos diferentes, sem permitir que alguma espécie
de ‘preconceito estilístico’ interferisse nas escolhas.
Em função disso parabenizo todos os
escritores e cartunistas que tiveram suas obras selecionadas, bem como o bom e
exaustivo trabalho que os organizadores tiveram para por em prática um projeto
tão audacioso para os padrões da terrinha.
Agora vamos ao que interessa: os
comentários sobre o que vi e li.
CAPA
e CARTUNS:
A Capa do livro, um dos elementos
que os escritores sabem que tem que ser bem construída, seja para convidarr os
leitores à leitura (isto é o que considero mais importante), seja para que o
livro possa vender, está muito legal.
E quando digo legal não é para
dizer que é um desenho que condiz com o tema do livro, o que é óbvio, mas
porque o artista que a produziu, Wagner
Passos, fez um trabalho muito bonito, com as características marcantes de suas
obras, que muitas vezes já apreciei numa certa livraria da cidade.
Ele traduziu perfeitamente as
noites insones dos escritores, não apenas pelos trabalhos acadêmicos, mas também
pelo prazer que sentem em escrever na calada da noite, onde o barulhento silêncio
convida a por no papel os sentimentos e as visões de mundo que os escritores do
livro possuem.
O que gostei da capa é a pureza
quase infantil, pois Wagner trabalha muito com a área de desenhos e histórias
infanto-juvenis, sem, contudo, deixar de atrair jovens e adultos, pois o desenho
retrata o universo dos acadêmicos em seus estudos noturnos, o que muitas vezes
aconteceu comigo na minha época de faculdade. Portanto, a capa cativa de pronto
e por isso merece todos os elogios possíveis.
Os Cartuns também foram muito bem
escolhidos, divulgando os blogs dos artistas e mostrando um pouco deste
universo que aqui na City é quase desprezado pela maior parte das pessoas ditas
intelectuais e pelos leitores.
Além disso, os cartunistas, ou
desenhistas (desculpem a falta de utilização do termo exato, mas é porque não
sei diferenciar uma coisa da outra, mas aceito explicações dos colegas da área),
produziram trabalhados que envolviam a atividade de escrever ou desenhar,
casando perfeitamente com o livro.
Os trabalhos escolhidos demonstram
que existem vários artistas nesta área na cidade que precisariam ser melhor
divulgados.
Os cartuns ou desenhos com que mais
me identifiquei foram os que seguem. As frases entre aspas são os comentários
que anotei sobre o que senti ao vê-los:
Rafaela
Silva – p. 20: “Muitas vezes, não só na faculdade, mas hoje em dia
também, me vejo na mesma situação, observando o mundo através da janela e
catando restos de palavras para escrever alguma coisa insensata”. Esse o
sentimento que este cartum me despertou e escrevi no livro. Parabéns, Rafaela.
Lidiane
Fonseca Dutra p. 42: “Não sei o que dizer. Tu me perturba e me fascina.
Eu poderia ficar horas te olhando e mesmo assim não conseguiria te definir
plenamente ou descobrir tudo o que tens ou não a dizer”. Sinto muito Lidiane, amei o desenho, mas não sei explicar o que
ele me causa. Parabéns.
Diogo
Soares Dornelles – p. 64: “Droga, alguém conseguiu descobrir meu
esconderijo e tirou uma foto de mim, nas minhas atividades noturnas suspeitas”. Eu me vi neste desenho. Muito bom,
Diogo. Parabéns.
Everton
Soares Cosme – p. 74: “Retrato vivo de quem ainda gosta de um bom
lápis, seja para desenhar, seja para rabiscar letras confusas”. Excelente Cartum. Parabéns, Diogo.
Rosali
Alves Colares – p. 102: “Ah! Eu sempre quis a liberdade das tuas
asas...”. Bonito Cartum. Parabéns, Rosali.
Esta a minha franca opinião sobre
esta primeira parte do trabalho realizado para disponibilizar a Antologia
“Poetas de Pijama” ao público. Na próxima parte falarei dos textos que mais me
interessaram.